quarta-feira, 20 de março de 2013

Falácia de relavância: 2. Argumentum ad hominem (argumento dirigido contra o homem)

Este tipo de falácia tem dois tipos de interpretações: argumento dirigido contra o homem e circunstancial.

Neste primeiro tipo, ou seja, argumento dirigido contra o homem, ela pode ser designada como “variedade ofensiva”.


Ocorre quando, ao invés de se refutar a verdade do que se afirma, ataca-se o homem que fez a declaração.

Por exemplo, podemos dizer que a filosofia de Bacon não é confiável porque ele foi demitido do cargo de Chanceler por desonestidade.

O argumento é dito falaz neste caso porque, como sabemos, o caráter pessoal de um homem é irrelevante para se determinar a validade ou falsidade do que ele diz.

Algumas vezes é também é chamada de “falácia genérica”.

Observe que o argumento falaz pode persuadir (convencer) porque ocorre um processo psicológico de transferência: se pode ser provada uma atitude de desaprovação em relação a uma pessoa, essa atitude terá possibilidades também de tender para transbordar no campo estritamente emocional e converter-se assim em um desacordo com o que essa pessoa diz.

O exemplo clássico desta falácia é percebido quando um advogado recebe instantes antes de começar um julgamento um bilhete, ao invés da súmula de alegações, onde diz: “não há defesa; ataque o advogado do queixojo!”